quinta-feira, abril 24, 2014

80 minutos de fabulosa posse de bola

Não gosto do Bayern de Guardiola. Não contesto a eficácia do seu modelo de jogo, quando bem executado, mas acho-o demasiado monótono, mesmo quando há Xavi, Iniesta e Messi por perto. De tal forma, que a única coisa que me prende ao ecrã, quando vejo um jogo do Barcelona ou, agora, do Bayern, para além da genialidade de alguns dos melhores jogadores do mundo, é a expectativa do momento em que um ataque vertical consiga destroçar aquela forma de jogar monopolista. Aconteceu em Madrid, quando Benzema fez o golo da vitória do Real. Não aconteceu mais vezes porque Ronaldo não está no seu melhor, caso contrário, o Bayern poderia perfeitamente ter levado para casa a mesma dose que levou o Dortmund, apesar da fabulosa posse de bola, magnânima e inconsequente, durante 80 minutos - só nos últimos 10 minutos, depois das entradas de Gotze e de Muller, o Bayern acrescentou alguma emotividade ao jogo. O inverso, portanto, do que aconteceu na época passada, com o Bayern de Heynckes, em Barcelona.

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