quarta-feira, janeiro 08, 2014

Inútil tentar reter o último suspiro do dia, as mãos cansadas de tantos caminhos, de tantas perguntas sobre a justiça do mundo, que chegam sempre tarde demais, depois do apito final.

É hora de te deixares ir para onde todos os rios vão repousar. Longe dos focos, dos aproveitadores, dos mil e um ângulos da dor, alheia, supostamente de todos.

Nada disso importa, agora. Enquanto houver memória, haverá algo que merece ser recordado, por quem quiser recordar, com ou sem Panteão. O resto o tempo varre dos telhados de vidro protocolares.

No horizonte agita-se uma bandeira, sem cor, porque a morte não tem cor. Ao lado, a lua beija as malhas da eternidade.

1 comentário:

ℙΣ₦₮∀ ➀➈➆➄℠ disse...


enorme texto.
muitos parabéns!
(e não quero acreditar que não mais quem o elogie)

abr@ço
Miguel | Tomo II