domingo, novembro 11, 2012

Vitória 1 x 3 Nacional

Vitória com toda a justiça do Nacional, num jogo em que foi melhor do que o Vitória quando teve que construir pacientemente e incomparavelmente superior quando ficou com o espaço que o resultado lhe proporcionou. O golo de João Ribeiro foi um acaso - ainda por cima de penalty -, nascido de um lance perdido que Mexer e Toscano ressuscitaram, no meio de uma exibição muito pobre a que só Marco Matias deu algum brilho, já no final da partida.

Não devemos admirar-nos com estes resultados e exibições. O que causa admiração é a posição do Vitória antes desta partida (e já agora a do Nacional, que Manuel Machado recuperará naturalmente, como sempre). Este ano a luta é para não deixar de existir, não é para não descer e muito menos pela Europa.

A única questão importante neste momento é a de resolver um passivo de 24 milhões, com um crescimento de 8,8 milhões só no último exercício e situações vergonhosas deixadas pelo grunho que lá esteve a servir os interesse de toda a gente, excepto os do Vitória, dos seus associados e adeptos.

Esta direcção foi corajosa no corte salarial que fez no plantel principal, mas não fez tudo. É indecoroso que nesta situação económica se mantenham duas equipas e os salários de 40-50 jogadores. A coragem é para ir até ao fim: é pegar nos 5 internacionais sub-21 e dar-lhes jogo e palco de primeira liga. Há um, Tiago Rodrigues, que marca golos destes, em competição profissional, que fazem muita falta em qualquer lado:


master kodro

9 comentários:

Filipe disse...

Discordo um bocado, se a equipa B for o local de treino e adaptação dos futuros jogadores da equipa A faz todo o sentido mantê-la. Ex-juniores e sub-21 precisam de se adaptar ao futebol profissional e fornecendo 1-2 jogadores por ano para a equipa principal a equipa B no fundo até daria lucro.

Miguel Salazar disse...

Julgo que de facto o comentário é um pouco injusto.
O orçamento do Vitória deste ano, para as equipas A e B, é metade do do ano passado (para um único plantel).
O trabalho que está a ser desenvolvido na equipa B é particularmente fantástico.
Só para se ter uma ideia, em virtude desse trabalho, o Vitória já vem sendo o principal clube a ceder jogadores à selecção nacional de sub-21 (5 atletas).
Hoje, a equipa B empatou com o Belenenses (o principal candidato à subida), utilizando 14 jogadores, 13 dos quais eram portugueses e 12, digo bem, 12, eram produto da formação das nossas escolas.
Vale a pena trabalhar assim, e o futuro há-de dar razão àquilo que de bom está a ser feito em Guimarães...

Infante disse...

Completamente de acordo com os 2 comentários anteriores. A equipa B tem que ser vista como um investimento. E é precisamente em clubes como o VSC e o Marítimo que vamos ver os primeiros resultados.

Sim, pode dar despesa. Mas qual era a alternativa? Meter logo os miúdos contra as feras? Era descida de divisão imediata. Tu próprio, MK, disseste há uns tempos que esta aposta em jovens tem que ser feita a pouco e pouco.

Por enquanto, o VSC é um clube como todos os outros, com tantos estrangeiros como os outros. Mas está de facto a lançar as bases para uma mudança e a equipa B parece-me vital para isso.

(espero é que seja mais que "1/2 jogadores por ano", Filipe).

Filipe disse...

Infante, uma equipa principal bem estruturada não precisa de mais de 3-4 mexidas por época. Mas o 1-2 é mais uma referência que aos preços de mercado de um jogador razoável da primeira liga isso é o suficiente para justificar o investimento.

master kodro disse...

Meus caros, eu quero-os a jogar na primeira divisão. Não há qualquer garantia que haja dinheiro para lhes pagar os salários até final do ano. Eu não quero Siakas a jogar, empréstimos de Lalkovics e Delacs. Quero-os todos na A. Não sei se é descida na certa, tal como não sei se estes que estão a jogar garantem que não há descida. É uma opinião radical porque em breve teremos os problemas financeiros a bater à porta. Leiam tudo o que foi escrito sobre a dívida - há fornecedores que não aceitaram o PEC. Não estamos a falar de escolha neste momento, infelizmente.

Infante disse...

OK, não queres Siakas, mas acho que queres Soudanis, Ndyaies, Toscanos, não? Estes podem até não garantir a permanência mas querias mesmo já uma quantidade de miúdos sem qualquer experiência a jogar na Primeira Divisão? Sim, era descida certa. Nem isto é o campeonato da Letónia nem vocês são o Barça. Não estou a falar de como esses miúdos serão daqui a 2/3 anos, estou a falar de como são agora. E será que uma descida estaria nos interesses financeiros do clube?

Mas sim, concordo e disse antes que vai ter que ser bem mais do que 1/2 jogadores por ano, até porque a ideia vai ser também vendê-los.

master kodro disse...

Infante, não é uma questão de querer. Claro que o ideal é que tenham tempo para crescer. O pior é que estamos a falar de um passivo de 24 milhões, dívidas brutais de curto prazo e credores a bater à porta. Não deve demorar muito a haver problemas sérios. Vamos ver se aquilo se aguenta.

Um central forte, um Toscano, um Soudani, um João Ribeiro e pouco mais. Se for um lateral que garanta golos de bola parada (como era o Bruno Teles) tudo bem, mas se não for, para quê? Porque é que está um Delac emprestado quando pode estar um Assis? Porque é que está um Lalkovic que não joga quando pode estar um Tiago Rodrigues? O Ricardo já joga, o Marco Matias já entra, o Amorim jogava até se lesionar. Eu não preciso de suplentes estrangeiros que não trazem nada de novo se há putos que têm que aprender e mostrar-se.

Repito, esta opinião é radical, mas é fruto da situação actual, que é muito, muito grave.

master kodro disse...

Miguel, empatámos com o candidato Belenenses com esses miúdos todos - isso deve fazer-nos pensar que há qualidade.

Claro que não é o Barça, Infante :) Mas acho que há qualidade suficiente para serem, pelo menos, um onze de suplentes (e um ou outro titular, como o Ricardo já é).

Infante disse...

OK, interpretei o teu comentário como sendo "quero uma equipa só com miúdos!".

Mas juntando aos miúdos uma mão-cheia de jogadores com experiência (e alguma qualidade, claro), sim, aí estou de acordo, é o caminho a tomar.