segunda-feira, abril 23, 2012

Um sábado diferente


Deu-me um gozo tremendo a vitória de Mourinho em Camp Nou, enquanto saboreava um arrozinho de pato e um João Pires capaz de iluminar, com subtileza, as bancadas de um Dragão, em frente, lindo, como sempre, e que viu, pouco depois, o Porto vencer, desta vez sem vacilar, porque é desta ou não é, com uma exibição agradável, sobretudo na segunda parte, e com Hulk outra vez em destaque. Foram 3, podiam ter sido mais, embora o Beira-Mar também pudesse ter marcado um par de vezes na primeira parte. Enfim, um jogo agradável, que até vai muito bem como sobremesa de um Barcelona x Real Madrid, sobretudo se o Real ganhar, o Ronaldo marcar e, claro, houver umas natinhas do céu a adoçar a boca no final.

littbarski

ps - mil perdões pelo atraso na publicação. mk

9 comentários:

littbarski disse...

Estás perdoado. Aquele segundo «agradável» é que estragou a sobremesa. Quem me manda a mim ser guloso... :)

miguel_canada disse...

Achaste o jogo do Porto agradável, Litt? Eu achei que foi mais um jogo um bocadinho sonolento e com um grande Hulk, mais uma vez, no entanto confesso que já nem me incomodo muito. O Porto de Vítor Pereira foi sonolento durante o campeonato todo e não era agora que ia mudar. Venham os 3 pontos.
O Barça - Real foi simplesmente fantástico e juro-te que achei que o Mourinho ia para lá por o autocarro e rezar pelo 0-0 mas enganei-me redondamente. O Real aplicou de facto a melhor defesa; o ataque e não foi inferior ao Barcelona em parte nenhuma do jogo.
De resto, não sou grande apreciador de arroz de pato mas tenho umas saudades doidas dessas tainadas tão tugas bem regadas a vinho do melhor.

littbarski disse...

Miguel, eu no sábado estava bem-disposto e é natural que isso tenha influenciado a minha leitura do jogo. E também é como dizes: nesta altura, depois de uma época medíocre, em termos exibicionais, a fasquia não está muito alta... Interessa é ganhar o campeonato.

Eu nunca torci pelo Real Madrid. Torço por Mourinho. Se, por absurdo, ele fosse para Barcelona, na próxima época, estava escolhida a minha equipa, em Espanha.

Jota Pê disse...

Penaltyzito da ordem para desbloquear e siga para o título...

JL Martins disse...

Não percebi... o littbarski pede perdão ao master kodro e em resposta... littbarski diz que está perdoado....

Littbarski perdoa littbarski?

miguel_canada disse...

É Jota Pê, por acaso desbloqueou mesmo com um penalty. Bem sei que quando é a favor do Porto o juízo torna-se complicado de fazer e a percepção fica demasiadamente complicada mas, acho que foi evidente o puxão do braço que impediu o Sapunaru de perseguir a bola.
Seguimos para o titulo porque o líder anterior desperdiçou de forma incompetente uma vantagem de 5 pontos e quando assim é, até uma época medíocre com um treinador medíocre é suficiente para ser campeão. É o campeonato que temos e a concorrência que temos.

miguel_canada disse...

«Jorge Nuno Pinto da Costa completou na última terça-feira trinta anos como presidente da mais bem sucedida instituição portuguesa da nossa história recente: o Futebol Clube do Porto.
Em nenhum sector de actividade uma organização conseguiu sequer aproximar-se do desempenho nacional e internacional do clube nortenho. Até o mais distraído dos cidadãos não ignora as sistemáticas vitórias do Futebol Clube do Porto no plano interno em todos os desportos profissionais ou semiprofissionais e os êxitos retumbantes a nível internacional. Desde 1964, o único clube de futebol português a ganhar provas europeias e mundiais foi o FC Porto. Ganhou sete, batendo-se de igual para igual com clubes representativos de cidades e países com muitíssimas mais capacidades financeiras e com uma capacidade de recrutamento de jogadores e treinadores quase ilimitada – não vale a pena perder tempo referindo os campeonatos e taças dentro de fronteiras, o espaço nesta página é demasiado pequeno.

A pergunta impõe-se: que empresa portuguesa, que instituição, foi a melhor da Europa, no seu ramo de actividade, por duas vezes ou, pelo menos, chegou perto disso nos últimos trinta anos? Pois...

Os sócios e adeptos do FC Porto, o desporto português e a comunidade portuguesa devem todos esses feitos a uma pessoa: Pinto da Costa. Claro que nenhum homem sozinho seria capaz de tão espantosa obra, mas foi, de facto, ele o grande motor, o grande líder duma das mais extraordinárias histórias de sucesso duma organização portuguesa.

Pinto da Costa é, sem sombra de dúvida, o mais brilhante gestor português e, no seu sector, um dos melhores do mundo, senão o melhor (é o presidente dum clube, no mundo inteiro, com mais títulos ganhos). Em qualquer país que não estivesse minado pela inveja, que não vivesse obcecado pela intriga e não odiasse vencedores, o presidente do FC do Porto seria um autêntico herói nacional. O exemplo de alguém que com parcos recursos, liderando uma organização originária duma região pobre da Europa, conseguiu, à custa de trabalho, capacidade de organização e uma dedicação sem limites transformar um clube como muitos outros num dos maiores do mundo seria estudado, promovido, glorificado. Não é em vão que por esse mundo fora o FC Porto e o seu presidente são homenageados e vistos como autênticos fenómenos. Mas, em Portugal, quanto maior for o sucesso, maior será o ódio, maior será o desprezo, e, claro está, Pinto da Costa é o alvo de toda a desconsideração, de toda a infâmia, de toda a calúnia.

Desenganem-se os que acreditam que a razão para tanta falta de respeito pela obra realizada se deve exclusivamente à paixão que rodeia as coisas do futebol, ao facto de um clube com menos adeptos que os seus rivais lhes ganhar sistematicamente, às tomadas de posição muitas vezes duras do presidente ou ao discurso exageradamente regionalista. Terão essas razões algum peso, mas estão longe de ser as fundamentais. Pinto da Costa é invejado e odiado porque ganha. E ganha porque sabe mais do seu ofício, porque trabalha mais, porque sabe organizar melhor a sua empresa. Mas isso no nosso país pouco conta. Toda a gente sabe que se alguém é rico é porque roubou, se alguém tem um bom contrato é porque tem cunhas. Porque seria diferente com Pinto da Costa?

O sucesso em Portugal nunca serve de exemplo, nunca leva as pessoas a quererem fazer melhor, a trabalharem mais, a serem mais empenhadas.

Como dizia um meu bom amigo benfiquista, em Portugal só no futebol se fazem declarações de interesses. Sou sócio do FC Porto. Estarei eternamente agradecido a quem me proporcionou tantas alegrias e me fez quase arrebentar de orgulho por ser portista e português. Mas isso, para o tema, pouco importa. É quase patético ter de anunciar a minha condição de adepto dum clube apenas porque se reconhece a obra de alguém ímpar na nossa comunidade, de alguém que honrou o nome da cidade do Porto e de Portugal.

Muito obrigado, sr. Pinto da Costa.»
Pedro Marques Lopes
DN, 22/04/2012

Retirado da "reflexão Portista".

littbarski disse...

JL Martins, quem publica aquilo que eu escrevo é o master kodro (mk). O ps foi escrito pelo mk.

JL Martins disse...

Ok, percebi. Desculpa lá a minha confusão, inicialmente pareceu-me que não fazia sentido. Outra vez, desculpem lá.

Quanto ao artigo, já todos percebemos que estão encontrados os vencedores dos campeonatos ibéricos.

E por muito que me custe, nas duas situações, com todo o mérito.