segunda-feira, agosto 02, 2010

Inquérito - Quem deve ser o seleccionador de Portugal?

Eu não sei se as pessoas que têm opinado sobre a orientação técnica da selecção de Portugal se estão a lembrar que a qualificação para o Europeu começa daqui a um mês. Ou se se preocupam com estrutura ou continuidade. Tenho dúvidas. Mas gostava, sinceramente, de saber quem acham que deve orientar a selecção na campanha para o próximo Europeu e, no caso de não ser o actual seleccionador, quais são as características que esse novo seleccionador tem que fazem dele melhor do que Carlos Queiroz. A caixa de comentários é vossa e está ali um inquérito ao lado para as escolhas de toda a gente (com os nomes que já vi).

ps - Ups... esqueci-me de Humberto Coelho... Está no "Outro português"...

master kodro

14 comentários:

Pedro Almeida disse...

Qualquer um seria melhor que o CQ, visto que este perdeu a credibilidade toda quer junto dos jogadores (vide declarações), quer junto da federação (vide declarações), quer juntos dos portugueses (vide falta de apoio). O único que parece continuar a apoiá-lo será o Pinto da Costa, sempre dá algum jeito ter quem nos faça favores na selecção (vide Moutinho, vide Beto).
O argumento do próximo jogo estar quase aí é muito bom, nesse caso vamos ter o CQ ad eternum, faça ele a merda que fizer, porque há sempre um próximo jogo em breve e assim nunca há condições para mudar.

A minha escolha: Zico
A minha segunda escolha: Aragonés

master kodro disse...

O argumento não é bom, nem mau, nem é, por si só, um argumento. A participação portuguesa no Mundial acabou há mais de um mês e essa era a altura de tomar decisões como essa, que são determinantes para o futuro de uma selecção. A não ser que não te importes que um novo seleccionador não tenha tempo para fazer o seu trabalho convenientemente. Eu importo, mesmo que seja um novo.

Só não percebi o que é que o Zico tem de novo, para além de não ser Carlos Queiroz, Pedro.

Hugo disse...

Realmente a generalidade dos benfiquistas vive a pensar no Pinto da Costa como se pode ver pelo anterior comentário.

Falam muito do Aragones mas esquecem-se que antes do Euro 2008 foram igualmente eliminados nos oitavos do Mundial 2006, tendo continuado no cargo

Mr. Shankly disse...

Eu preocupava-me com a "estrutura e continuidade" e por isso apoiei o Quique e insurgi-me contra a contratação do JJ. Escusado será dizer que tenho uma visão distinta hoje do valor da "estrutura e continuidade".

Relativamente ao seleccionador, se não dás limites económicos, quero o Hiddink.

A característica que mais falta faz a Queiroz: coragem.

master kodro disse...

Compreendo, Shankly... :)

Contraponho que isto é uma selecção e não goza da possibilidade de um trabalho diário com os jogadores, nem de um plantel fechado...

Um argumento! Obrigado, Shankly.

Mr. Shankly disse...

É diferente, claro. Outro problema é que um mau resultado no início da campanha pode custar muito caro, pois há poucos jogos para recuperar. O JJ empatou em casa com o Marítimo na 1ª jornada, mas ainda tinha 29 jornadas para recuperar.

Pedro Almeida disse...

Mas eu concordo que o CQ deveria ter sido despedido logo no dia a seguir ao jogo com a Espanha.
Mais ainda, digo que para além do CQ também o Madaíl deve convocar eleições.
Para mim quanto mais cedo entrar um novo seleccionador melhor, é óbvio que não terá grande tempo de trabalho até ao primeiro jogo, mas paciência, quando mais tarde entrar pior será.

O Zico, porque acho que é tudo o que o CQ não é, um líder e com uma experiência enorme quer fora quer dentro do relvado, sendo ainda imune às pressões clubisticas nacionais, além do mais até é português e parece que é sportinguista (pelo menos é o que alguns amigos meus brasileiros e flamenguistas afirmam com convicção).

Ricardo disse...

No plano da ausência de limites financeiros, Hiddink seria sempre uma boa escolha. Além da qualidade óbvia que tem, é muito experiente com o modelo e timing das selecções, o que pode fazer toda a diferença em relação a um bom treinador de clubes que ainda não conhece os momentos das selecções nacionais.

Em Portugal, acho sinceramente que poderia fazer sentido um regresso ao esquema de um treinadorde clube e simultanemente de selecção - Jorge Jesu faria um bom trabalho, não tenho dúvidas sobre isso. Mas, como benfiquista, prefiro que essa solução NUNCA aconteça.

Portanto, português escolheria o Peseiro.

cparis disse...

Não sei qual a estrutura e continuidade que tens assumida com a continuação de CQ. A seguir a um Mundial ou Europeu há sempre uma renovação quer se mantenha ou não o seleccionador.

Acima de tudo, Queiroz falhou na liderança. Sempre que assumiu equipas seniores, fraquejou a esse nível, existindo muito poucos jogadores que tenham ficado do lado dele na altura em que abandonou os clubes que serviu como treinador principal.

Dos nomes que tens ali, acho que seria uma estupidez soluções como Figo, Rui Costa ou Paulo Bento. Sendo português preferia Fernando Santos ou Manuel José.

Quanto a estrangeiro, depende do dinheiro que tiveres. Hiddink, Aragonês, Trapatoni seriam sempre boas soluções.

master kodro disse...

Só algumas perguntas:

Pedro Almeida, porque é que queres mandar embora o presidente de federação do melhor período do futebol português? O Zico? Nem te pergunto o que sabes do Zico como treinador.

Ricardo, não sou defensor dessa política, mas se fosse, um treinador que joga com um ou dois portugueses no onze era o último a treinar a minha selecção.

Nem sei por que frase começar, cparis. Não sei o que me espanta mais, se o proposto concurso de popularidade ou tu achares que sabes quem é que ficou com ou contra ele por onde ele passou.

Pedro Almeida disse...

Se bem percebi o teu comentário anterior, o Jorge Jesus seria a tua última escolha para seleccionador, porque só joga com um ou dois portugueses na equipa?

É mesmo assim? Não interessa a sua qualidade como treinador, só interessa o número de portugueses que mete a jogar?

Não interessa a constelação de sul-americanos que ele tem na equipa, mesmo assim tinha que meter mais portugueses a jogar?

Não interessa a recuperação que ele fez de jogadores que andavam meio perdidos na carreira como Fabio Coentrão, Carlos Martins ou Ruben Amorim?

Se é assim, não a vale a pena discutir mais futebol contigo, já vi que o teu modelo de excelência é o Paulo Bento ou então o anti-benfiquismo é de tal ordem que te tolha completamente as ideias.

Confessa lá, defendes tanto o CQ porque ele só levou um jogador do Benfica, não é?

Ricardo disse...

Kodro,

esse argumento não faz sentido nenhum. Estava à espera de mais. Nem ele mete "um ou dois no onze" nem ele tem muito mais por onde explorar os portugueses - o Benfica, neste momento, é uma equipa com pouquíssimos portugueses; os que há no plantel, ele tem explorado ao máximo. E com excelentes resultados! Nem Coentrão, nem Amorim, nem Martins foram alguma vez tão bons quanto o são agora. Até Peixoto, apesar das limitações que tem.

master kodro disse...

Pedro Almeida, percebeste mal. Estava a falar com o Ricardo que falou na possibilidade de escolher um treinador/seleccionador. Nessa condição, Jesus seria o último, para mim, dado ser o que menos aposta em jogadores portugueses. Não tem que o fazer. Não foi contratado para isso. O Rui Costa também não se interessa com isso. Mas é. O resto da tua conversa é dos antis, que é uma lenga-lenga que me interessa pouco.

Ainda não percebi porque é que o Zico seria melhor.

Ricardo, não sou eu - nem tu - que escolhe e/ou dá o aval às contratações do Benfica. É ele. Ele escolhe ter estrangeiros no plantel. E pelo preço que paga por eles não é uma fatalidade do destino. É uma escolha. Não mete um ou dois? Mete quantos? A equipa tipo do ano passado foi Quim-Maxi-Coentrão-Luisão-Luiz-Garcia-Ramires-Aimar-Maria-Saviola-Cardozo. Saiu o Quim entrou o Roberto. Saiu o Di Maria entrou o Gaitan (e o Jara).

Tens um Nelson Oliveira e vais (ou queres) gastar 5 ou 6 milhões num Rodrigo. Olha, ainda bem para todos nós que o Rui Costa teve a sorte de não ter um director desportivo como ele.

cparis disse...

Eu não sei nada, claro. Já as tuas fontes são sempre fidedignas. Deixo-te as últimas palavras que tirei do Pepe:

R – E o ambiente entre os jogadores e o selecionador?
P – Perfeito não era. Aconteceram algumas coisas que não eram normais e acabámos por pagar caro por isso.


Podia procurar por outras, de jogadores do SCP ou do Real Madrid, mas seria perda de tempo, porque se é uma citação minha, para ti, nunca tem validade.

PS. Liderança não é popularidade. Mas tens razão numa coisa, Carlos Queirós não só não se assumiu como líder como também não soube ser popular.