terça-feira, junho 15, 2010

Portugal 0 x 0 Costa do Marfim

Resultado: não aquece nem arrefece
Colectivo: exibição globalmente fraquinha
Queiroz: a estratégia deu frutos na hora de conter o adversário directo no grupo - 18º jogo sem golos sofridos em 23 com este treinador - e falhou rotundamente no ataque, onde Portugal raramente criou perigo. Queiroz não quis correr muitos riscos para contornar o colete de forças organizado por Erikson, o que se percebe, tratando-se da primeira jornada. O novato Coentrão deu retorno, mas a aposta em Danny revelou-se um erro de casting. A troca com Simão era inevitável. As outras substituições - um apagado Deco por Tiago e um esgotado Meireles por Amorim - aceitam-se, embora não seja fácil perceber como é que Pepe e Veloso são preteridos por alguém que está há meia dúzia de dias com a selecção.
Eduardo: surpreendentemente seguro.
Paulo Ferreira: para ele o campo só tem 50 metros de comprimento, mas fechou o flanco.
Ricardo Carvalho: eficaz.
Bruno Alves: discreto e eficiente.
Coentrão: perfeito a defender, raramente atacou.
Pedro Mendes: limitou-se a jogar curto.
Meireles: o melhor. Destruiu com acerto, construiu sempre que pôde, rematou com perigo. Quando aparece a pegar no jogo, como ontem, é normalmente sinal de incapacidade do colectivo.
Deco: cansado e insuficiente. Uma jogada na segunda parte, quando surgiu na área a cruzar para Liedson. De resto, nada de magia.
Danny: um desastre.
Cristiano Ronaldo: não explodiu. Os primeiros minutos fizeram acreditar que estava em campo o melhor CR7 de sempre na selecção. Inexplicavelmente, o remate ao poste na melhor jogada individual do desafio marcou o fim de um arranque em força. Desaparecido na segunda parte.
Liedson: muito mal. Falhou a única oportunidade para marcar, a passe de Deco, mas principalmente esteve sempre fora da manobra da equipa, parecendo muitas vezes que Portugal jogava com menos um.
Simão: perdeu menos bolas do que Danny.
Tiago: pergunto-me como é que continua a ser chamado.
Amorim: cinco minutos deram para um remate por alto.

kovacevic

9 comentários:

Jorge disse...

Gostei muito do Coentrao, os Costa Marfinenses bem tentaram entrar por aquele lado mas ele tratou de tudo o que lhe apareceu pela frente.
O facto de nao ter atacado podera ter sido decisao do Carlos Queiroz e menos falta de vontade ou capacidade para o fazer.
Nao percebi a dos 50 metros do P. Ferreira ja que ele no Chelsea sobe bem pelo flanco e tem uns centros de grande qualidade.
O papel do Pedro Mendes passa muito por jogar curto e seguro.

miguel_canada disse...

Uma primeira parte patética com demasiados passes e passinhos, geralmente para o lado e para trás.
Não é a toa que nos primeiros 30 minutos de jogo, o Português que mais tempo tem a bola nos pés é...o Bruno Alves!!!

Na segunda parte tentamos ser mais ofensivos mas falta-nos classe no momento do toque que faz a diferença. Não se vêm desmarcações inteligentes, passes a rasgar para os flancos ou para as costas da defesa, enfim, falta-nos imensa dinâmica ofensiva...imensa.

Em relação ao Liedson, acho que para jogar com um ponta de lança solitário, a opção pelo levezinho é manifestamente inadequada. Assim, tem de ser o Hugo Almeida e tem de se permitir que tanto o Fábio como o Paulo Ferreira tenham liberdade para fazer todo o flanco e cruzar para o nosso panzer. (Que saudades do Bosingwa!!!)

Com um pouco mais de velocidade, discernimento e Ronaldo, ainda poderemos fazer um bom mundial.

Hoje lembrei-me muitas vezes do emblema do Marselha... "Droit au but" (Directo ao golo). Não podemos desperdiçar 45 minutos a circular a bola entre a defesa e o meio campo defensivo.

Ps. Não percebo como e que o site da Fifa dá o "melhor em campo" a Ronaldo! O peso do nome tolhe a visão a muita gente, já que foi bem visível que o melhor de hoje foi, sem duvida, Raul Meireles.

low desert puke disse...

Foi o Coentrao, miguel.

rui disse...

De facto o coentrao fez um belo jogo...agora se foi o melhor em campo...

Mr. Shankly disse...

Não concordo com a apreciação ao Liedson. Não esteve em campo porque Portugal jogou longe dele.
Tiago também não esteve assim tão mal, se tivermos em conta que caiu numa equipa esgotada. E iisto é que me assusta: Fisica e mentalmente a equipa parece de rastos. Para que serviu o estágio?

pitons na boca disse...

Concordo quase a 100% com o comentário do miguel_canada (coisa rara :P).

Quanto ao melhor em campo, clubismos e patriotismos à parte, poderia tanto cair para Coentrão (impecável a nível defensivo), Meireles ou Gervinho (praticamente o único jogador em campo que procurou criar desequilíbrios).

A apreciação ao Tiago é muito injusta.
Depois da entrada do Simão e alteração táctica tentada por CásQuêroz, a equipa estava perdida e a entrada de Tiago fez com que a equipa voltasse a pegar no jogo. Pode não ser jogador de grandes rasgos individuais, mas faz a equipa jogar.

Rocha disse...

o Paulo Ferreira fechou o flanco? só podem estar a gozar!!!!

mister disse...

O melhor em campo foi o Gervinho.

Mordomo do Império disse...

Não concordo com 3 apreciações:

Paulo Ferreira - tinha ataques de pânico sempre que lhe aparecia o Gervinho, ou seja, foi ultrapassado muita vez.

Liedson - Estava só no meio do Zokora e Kolo Touré, raramente recebeu uma bola e mesmo assim ia marcando. Fez o possível.

Tiago - Ele entrou e passámos a controlar o meio campo, o nosso melhor momento da 2ª parte (até ao novo ataque de pânico perto do fim). Coisa pouca, não é?