terça-feira, junho 29, 2010

O Mundial dos 7 a 1

Derrota normal, frente a uma selecção melhor. Portugal esteve dentro da eliminatória durante uma hora, sobrevivendo a dez minutos iniciais fortíssimos do adversário. A seguir, as ocasiões para marcar repartiram-se, mas parece-me que as melhores foram nossas. Os espanhóis praticamente só remataram de fora da área. Depois do golo, contudo, os navegadores afundaram-se imediata e irremediavelmente, deixando uma pálida última imagem.

O que marca o rumo dos acontecimentos não é a substituição de Hugo Almeida, com zero zero, como já se anda por aí a propagar, é mesmo a entrada de Llorente - responsabilidade de Del Bosque - e o tiro certeiro de Villa.

Queiroz tinha uma estratégia para este Mundial, a qual, face às características dos jogadores convocados, mais aptos a jogar em contra-ataque, me parece a mais certa. Falhou ao minuto 63 do quarto jogo, num momento em que os erros já eram potencialmente fatais.

Para uns será o Mundial em que só marcámos à Coreia, para outros o Mundial em que só sofremos um golo. Não houve milagres, nem Ronaldo, ficámos por um Mundial normalzinho, em que se perdeu o número dez (Deco) e um dos pontas-de-lança (Liedson), mas se ganhou guarda-redes (Eduardo) e lateral-esquerdo (Coentrão) para muitos anos.

kovacevic

33 comentários:

SamM disse...

A Selecção nº 3 do Ranking FIFA não tinha um plano B para ir em busca do empate....

Isto é ridiculo...

Não vem venham com histórias... Foi do que pior já se viu na Selecção Nacional. Nem um remate à baliza em 35 minutos de jogos quando tinhamos que ir para cima deles.

Nimguém exigia a vitória ao professor de educação fisica, o que se exigia era uma atitude destemida, consentânia com a historia das nossas gentes nos confrontos com Espanha.

Não mostramos nada, a não ser um grande guarda redes, que evitou a goleada...

Offshore disse...

concordo a 100%
a entrada de Llorente é o ponto de viragem do jogo

ricardo disse...

Acho que as pessoas as vezes perdem um bocado a noção da realidade nestas análises...Acho que dificilmente conseguiriamos fazer melhor, jogámos contra o Brasil e a Espanha, que têm individualmente melhores jogadores do que nós. Isso é um facto indesmentível, e desafio quem queira provar o contrário. Portanto, perdemos com uma equipa melhor que nós e ponto final. Nao era por terem sido convocados o carlos martins ou o nuno assis, ou ter jogado o pedro mendes em vez do pepe, ou o paulo ferreira em vez do r costa que ganhariamos a uma espanha que se dá ao luxo de ter no banco Fabregas, que se fosse portugues era titular de caras na nossa selecção. No fundo, com os meios que temos, fizemos o possível. Iamos jogar ao ataque contra a Espanha ? Como ? Para jogar ao ataque é preciso ter bola e eles trocam-na bem como ninguem..Iamos para cima deles depois do golo ? Pois iamos se eles deixassem...mas nós nem a bola cheirávamos. A culpa nao e do Queiroz nem do Ronaldo como se quer fazer crer ( quantas bolas teve o ronaldo neste jogo em que pudesse ir no um contra um ?? ). Não existe culpa, existem é equipas melhores e equipas piores, e normalmente as melhores ganham.

Sérgio X disse...

O ponto de viragem é a diferença de qualidade entre um treinador que olha para dentro do campo e percebe o que tem de alterar e um mero teórico que já tinha a estratégia escrita no bloco de notas e faz uma substituição sem qualquer sentido apenas porque era o que tinha planeado antes do jogo.
Mas continuem a dar vivas ao Professor porque em 2012 vamos aparecer mais fortes. Enfim...

Infante disse...

Em termos de emoções, foi um Mundial banal e mais ou menos esperado para Portugal. Passou-se a fase de grupos, eliminado nos oitavos.

É pena que encaremos uma eliminação nos oitavos - mesmo aos pés de uma das melhores selecções - como um resultado "normal", mas pronto, de facto, há quem tenha feito pior...

Como positivo, ao que parece, acabaram-se os problemas na baliza e lateral esquerda. Eduardo e Coentrão agarraram os lugares (se o Eduardo jogasse num "grande", já se tinha feito uma estátua ao gajo há séculos; tem o azar de jogar no Braga...).

O Kovacevic resumiu bem os pontos-de-vista defesa/ataque. Continuamos com o problema no ponta-de-lança, que os 7 à Coreia não disfarçam. Contra equipas a sério nem entrou uma. O Hugo Almeida é mediano no máximo e o Liedson já não dá muito mais. Veremos se surge alguém nos próximos anos (sinceramente, Saleiro e Varela não me parecem muito superiores ao H.Almeida e nenhum deles chega aos calcanhares do Liedson no seu auge).

E pensar que a Espanha deixou de fora Guiza, Negredo, Soldado e nós aqui com o Hugo Almeida...

Enfim, daqui a dois anos, há mais.

Infante disse...

E aquela Espanha deve ser a selecçao mais enervante de todos os tempos. Se eu fosse espanhol, atirava sapatos à televisão sempre que eles começam a trocar a bola.

Sempre aquele tiki-taka ridiculo, sempre a jogar para os lados e para trás, "deixa-me agora fazer um toquezinho giro para desmarcar o colega, ops, falhei").

Tantos toquezinhos cutchi-cutchi e chegaram verdadeiramente à baliza tuga umas 4 ou 5 vezes em todo o jogo.

A Espanha parece que não joga para o resultado, para marcar golos, mas sim para os comentadores, para os românticos da bola, para os Valdaninhos da treta.

Uma selecção de olhos postos na baliza, sem merdices de er... "bom futebol" teria espetado goleada hoje. Mas pronto, se os românticozecos gostam...

Rearviewmirror disse...

Quando uma equipa como a Espanha se dá ao luxo de deixar Navas, Silva e Fabregas no banco, parece-me que está tudo (quase) dito.
CQ não é Mourinho, nem a nossa selecção tem os jogadores que o Inter tem.

Claro que não percebo a razão porque CQ convoca 2 laterais direitos e começa este jogo com um central a fazer essa posição, jogador que não é assim tão mais alto que Miguel e Paulo Ferreira, e que salvo erro chegou a jogar nessa posição esporadicamente á uns 7/8 anos atrás.
ROtinas = 0, que se notavam bem de cada vez que Villa arrancava.
E digo uma coisa, gosto muito do Coentrão, mas ele hoje também tremeu que nem varas verdes, devido ás incursões de Sergio Ramos, pricipalmente na altura em que devia ser Ronaldo a ajudar a fechar o flanco.

Não percebo a saida do Hugo Almeida, quando estava a ser um lutador no meio dos centrais espanhóis...

E percebo a razão de Ronaldo ter feito os 90min, mas sinceramente... hoje não deu uma pra caixa...

É assim, daqui a 2 anos é o Europeu.

PAciencia.

Fábio Carreira disse...

Creio que a questão que deve-se colocar é sobre o potencial dos nossos jogadores,não custa lembrar que entre as quatro equipes semifinalistas da liga dos campeões não tinhamos nenhum português titular. Há quatro anos tinhamos Deco, Maniche, Figo, jogadores que garantiam um maior balanceamento ofensivo, o nosso jogo tinha profundidade, conseguíamos guardar a bola em zonas mais perto da baliza adversária, em 2006 a realidade era totalmente diferente, não esqueçamos de uma grande contrariedade, perdemos Nani, um jogador para dividir as responsabilidades com o Ronaldo e em grande forma para a estratégia atual de jogar no erro do adversário . Por fim não nos esqueçamos que jogamos contra a melhor escola de formação do futebol atual, cabe perguntar o que é feita da nossa. Caímos contra uma seleção SUPERIOR a nossa, os “ses” não jogam, e confesso que com o material humano a disposição não sei quem faria melhor ( Capelos, Lipis e Domenechs voltaram antes de nós), infelizmente esta é a realidade do futebol português atual seja com Queiróz ou Scolari. Temos que preparar o futuro sem Deco e Ricardo Carvalho (farão imensa falta), em contrapartida, concordando com amigo Kovacevic, ganhamos Fábio Coentrão e Eduardo. Parabéns pelo blog, de um brasileiro filho de português, torcedor fanático da seleção de todos nós.

atribodofutebol disse...

Eduardo e Coentrão, mas também R. Carvalho, Bruno Alves e Raúl Meireles mereciam um pouco mais. Foi um Mundial "normalzito" mas com uma pobreza de jogo (em posse de bola) atroz. Há muito tempo que Portugal não jogava tão mal com a bola nos pés. Em certas alturas, chegou a dar dó. E isso preocupa. Queirós parece ter preparado uma equipa que sabia posicionar-se para não sofrer muitos golos, mas que cedo se percebeu neste campeonato do Mundo (com excepção do golo da Coreia) que só marcaria num qualquer fogacho. Que foram muito poucos, reconheça-se. Se Queirós continuar, será esse o seu próximo desafio.

atribodofutebol disse...

Não é perder com a Espanha que magoa. É perder sem que se tenha visto um Portugal entusiasmante neste Mundial (excepção feita ao jogo da Coreia). A Espanha é melhor mas não é imbatível. E outras equipas seguiram em frente com menos valores que nós. Uma equipa é mais que a soma de valores individuais. Em posse de bola, em ataque, Portugal esteve longe de ser uma equipa. Vi poucas selecções neste Mundial tão pobres a trocar a bola, que sempre fez parte do nosso ADN. Só em muito raras excepções conseguimos fazer mais do dois, três passes em situação ofensiva. Se alguém se contenta com isto...

Treinador de Sofá disse...

Próprio Queiroz disse que a estratégia estava lançada e seria "desgastar a defesa espanhola". Percebe-se a inclusão de Hugo Almeida para esse efeito, e por muito mal que se diga, gostei de H. Almeida neste mundial, mas lá está um avançado (como ele) vive do que lhe podem fornecer. Se não lhe dão bolas, dificilmente ele pode-se valer dos seus argumentos. E aqui faz-se duas criticas: Se a táctica era desgastar defesa contrário, depreende-se que um dos jogadores que iria entrar seria um jogador mais móvel na linha da frente (Liedson). Não se percebe, então a entrada de Danny (que segundo se sabia em dificuldades físicas). A segunda critica continua (e continuará) ser para cr7 (ou cr9 ou cr17): ou jogas para equipa ou ficas em casa. Já não há pachorra para tanto individualismo e birras deste tipo (que infelizmente é capitão).

Fénix disse...

concordo com a tudo o que dizes

Jorge disse...

Concordo com o post do Kovacevic.
O problema principal de Portugal e que futebol e um jogo de equipa e uma equipa leva tempo a construir. Ajuda se os jogadores jogarem juntos ha bastante tempo na seleccao mas principalmente no clube e se houver um estilo de jogo que permita uma adaptacao mais facil. Acho que a razao do Fabregas estar no banco tem muito a ver com o entrosamento que existe entre os habituais titulares da Espanha.
Na equipa Portuguesa nao ha um nucleo a roda do qual se possa construir uma equipa, e o nivel individual do jogador mediano da seleccao portuguesa nao e comparavel ao das outras seleccoes de topo por isso e mais facil e talvez melhor montar uma estrategia que garanta solidez defensiva para fazer face a fluidez ofensiva de equipas como a Espanha, Alemanha...
Talvez outro treinador pudesse ter feito melhor, talvez tivessemos levado 3 da Costa do Marfim e 7 do Brazil a fazer pressao alta e a jogar "olhos nos olhos".

Saulo disse...

"Queiroz tinha uma estratégia para este Mundial..."

Tinha???

-Convocou 24 jogadores para levar 23.
-Pepe lesionado e sem ritmo não entrou nos 7-0 à Coreia para ser titular nos 2 jogos seguintes.
-Nani 'dispensado' por lesão explicada dias depois.
-Ruben Amorim chamado à posteriori é posto a jogar apesar de todos os outros já se encontrarem juntos à um mês.
-Deco não mais jogou depois de uma lesão coincidente com declarações menos abonatórias das escolhas do seleccionador.
-CR jogou para um lado (remates a 40 metros da baliza, individualismo excessivo, não ajudava nas recuperações defensivas...) a equipa para o outro.
-Declarações de alguns jogadores após a eliminação explicam muito da capacidade de liderança do seleccionador.
-...

Por tudo isto e muito mais tenho de aceitar que foi uma "Derrota normal" e que a campanha foi aceitável.

Espero que para a próxima campanha a ambição, o espírito de grupo, a humildade e o orgulho de representar Portugal sejam muito maiores.

miguel_canada disse...

Ganhamos um guarda redes e um lateral direito.
Temos bons centrais, dois médios de transição muito razoáveis e um lateral direito de luxo que nos falhou este mundial por lesão...Bosingwa.

Faltou-nos Nani, Varela e o Quaresma dos tempos do FCP para termos velocidade e talento nas alas e depois, falta-nos definitivamente um ou dois jogadores cerebrais no miolo como Deco foi em 2003 e 2004 ou como Lucho foi no Porto e pelo menos dois avançados de qualidade indiscutível que neste momento não há um único de nacionalidade lusa.

Deco, Liedson e Simão Sabrosa devem ter, definitivamente, arrumado as botas na selecção.

Hugo disse...

Para os que insistem em atribuir as culpas desta eliminação a Queiroz, apetece-me lembrar a magnífica campanha da selecção inglesa,treinada por um dos melhores do mundo.

Mr. Shankly disse...

"Não é perder com a Espanha que magoa. É perder sem que se tenha visto um Portugal entusiasmante neste Mundial (excepção feita ao jogo da Coreia). "

É isto mesmo. Sempre se percebeu que o Mundial ia ser "normal". Não houve sangue na guelra, e desculpem mas aí Queiroz tem muitas culpas.

Mas foi um Mundial bom, sobrevivemos ao "grupo da morte" e caímos com o campeão europeu e que é um dos candidatos a vencer.

Nuno disse...

Infante diz: "E aquela Espanha deve ser a selecçao mais enervante de todos os tempos. Se eu fosse espanhol, atirava sapatos à televisão sempre que eles começam a trocar a bola.

Sempre aquele tiki-taka ridiculo, sempre a jogar para os lados e para trás, "deixa-me agora fazer um toquezinho giro para desmarcar o colega, ops, falhei").

Tantos toquezinhos cutchi-cutchi e chegaram verdadeiramente à baliza tuga umas 4 ou 5 vezes em todo o jogo.

A Espanha parece que não joga para o resultado, para marcar golos, mas sim para os comentadores, para os românticos da bola, para os Valdaninhos da treta.

Uma selecção de olhos postos na baliza, sem merdices de er... "bom futebol" teria espetado goleada hoje. Mas pronto, se os românticozecos gostam..."

Brilhante!!

Pedro disse...

Não se pode perder o que nunca se teve após a saída do Maestro...

Mas não sejamos injustos, os pinos nos treinos nunca estiveram tão bem colocados...

LOL

Francisco disse...

Acho que é uma análise sensata e com a qual concordo em parte. Espanha era melhor, então o resultado acabou sendo o que era mais provável. E a participação portuguesa no Mundial não foi um fracasso. Os mínimos foram cumpridos.

No entanto, há algumas observações que tenho a fazer:

- sou só eu que me incomodo com o facto de em 4 jogos só termos marcado em um deles?

- sou só eu que me incomodo com a falta de ideias, ambição, ousadia e brilho evidenciado, no global, pela equipa?

- sou só eu que me preocupo ao ver que esta selecção é, de longe, aquela de maior pobreza quando com a posse de bola de que me lembro ver há uns bons 15 anos?

- e, acima de tudo, com aquilo que é um preocupante retrocesso na mentalidade e postura de uma equipa que, dando-se o valor que se der a isso (e eu dou pouco) é 3a do ranking mundial e, acima de tudo, vinha de uma década de participações de grande sucesso ao mais alto nível (Euro 2000 e 2004 e Mundial 2006), em que se destacou por sempre se bater de olhos nos olhos com as mais fortes selecções mundiais? Basta ver a apreciação da imprensa internacional à prestação portuguesa no Mundial pra vermos como foi de uma desnecessária e desmoralizante pequenês a atitude evidenciada.

Aqui mesmo, no 442, se dizia, aquando da eliminação no Euro 2008, que Portugal era uma equipa de grande talento, das melhores da Europa e do mundo (algo de que sempre discordei), e que como tal era de se aspirar a apresentar mais futebol e, se possível, ainda melhores resultados. Ora, parece-me que neste Mundial estivemos muito longe de de obter quer uma coisa quer outra. Por isso também fico algo decepcionado que se tenha passado de uma exigência elevada e de um discurso ambicioso pra um bastante conformado e conformista em apenas dois anos...

Infante disse...

Este último parágrafo do Francisco resumiu bem o que acho. Sem entrar em questões Scolari-Queirós (já disse que não gosto de nenhum dos dois), é giro ver que em 2008, punha-se a fasquia horrivelmente alta e hoje acontece o contrário, vemos a eliminação nos oitavos como "normal", quando temos praticamente a mesma selecção. É curioso, só isso.

Não percebo porque dizem que o Simão está acabado na selecção, o homem tem 30 anos e ainda é um jogador útil e de qualidade. Viva o luxo, se o podemos mandar embora.

Em relação ao Hugo Almeida e a terem dito aí que ele fez um óptimo mundial, eh pá... ele é um jogador que pode ser útil, tem presença na área e joga (relativamente) bem de cabeça. Mas hoje em dia um bom PL tem que ser mais do que isso, isto não é os Distritais para nos darmos ao luxo de ter um gajo em campo só para atrapalhar os defesas contrários. Ele é muito trapalhão, joga mal com os pés (isto é football, não é headball) e se comparássemos os 32 PLs titulares do Mundial, ele seria provavelmente dos piores. É um jogador mediano, sem qualidade para este nível elevado.

A questão do PL parece-me ser a mais importante (se bem que substituir o Deco também vai ser difícil). A não ser que surja aí um Pauleta de um momento para o outro, não estou a ver grandes melhorias...

Rearviewmirror disse...

Aproveitar esta onda em que está tudo a falar da Selecção para se aprovar isto:

http://dn.sapo.pt/desporto/interior.aspx?content_id=1606396

Genial.

pitons na boca disse...

(não querendo fazer publicidade ao meu estaminé)

Epah, o substituto de Deco está encontrado! :P

Offshore disse...

A selecção de 2008 era bem diferente.
No último jogo entramos com
Ricardo, Ferreira, Pepe, Carvalho, Bosingwa, Petit (Postiga), Moutinho (Meireles), Deco, Simão , Ronaldo e Nuno (Nani).

Meireles entra com o resultado a 2x0 e Scolari tira o ponta de lança para colocar o Nani com o resultado 3x1.

Passados 2 anos mantemos:
- PFerreira ao mesmo nível, o que não é muito positivo...
- Carvalho ainda a um nível bastante bom
- Pepe a tocar na bola pela 1º vez em 2010 no mundial
- Deco já longe do que era
- Ronaldo a passar ao lado do mundial
- Simão
&
- Bosingwa e Nani, fora de combate e seriam titularíssimos caso estivessem operacionais

Ou seja, mantemos alguns nomes de 2008 mas nem de perto mantemos a qualidade que esses jogadores representavam em 2008, salvo uma ou outra excepção.

A selecção tem menos qualidade e tivemos um sorteio que nos colocou o Brasil e a Espanha no caminho.
A saída nos 1/8 só pode ser considerada natural e isto não é falta de ambição, é ser realista.

Também não percebo porque é que Simão deverá deixar de ser seleccionável.
Pode muito bem fazer parte do lote de jogadores presente no próximo Europeu.

Jorge disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge disse...

Acho que a lesao do Nani afectou o desempenho da equipa portuguesa.
A meu ver Nani seria o jogador que iria aproveitar os espacos abertos pela cobertura ao CR, e a equipa jogaria na base das transicoes rapidas.
Ontem pareceu-me que quem tentou/conseguiu tirar melhor proveito desse espaco foi o Hugo Almeida.
O Simao claramente nao tem pernas para o tipo de jogo, que o CQ queria implementar especialmente tendo 30 anos e depois de uma epoca longa e dura, e o Danny tambem nunca conseguiu entrar no jogo.
De resto tambem "perdemos" o Deco, e desta vez nao temos ninguem para o substituir. Acho que essa perda acentuou a dificuldade de jogar em posse e a necessidade de insistir nas transicoes rapidas. Nao resultou mas com os jogadores que temos nao creio que seja evidente que outra tactica tivesse mais sucesso.

Estes niveis de exigencia que se veem em torno da seleccao faz-me crer que realmente os portugueses teem tendencia para quererem viver acima dos meios de que dispoe, com implicacoes economicas mas mais importante ;) nas expectativas desportivas.
Ainda me lembro dos tempos em que o recordista do mundo dos 10.000 metros era considerado um fracasso pelos gordos do sofa por nunca ter ganho uma medalha internacional.

Pedro disse...

" tivemos um sorteio que nos colocou o Brasil e a Espanha no caminho."

O sorteio deu-nos o Brasil na última jornada da fase de grupos onde já tudo poderia estar resolvido, seria bem pior se fosse no primeiro jogo. O sorteio só nos deu a Espanha pq ficámos em segundo e nada fizemos para ficar em primeiro...

Offshore disse...

só estava resolvido porque goleamos a Coreia. Tivessemos feito o resultado do Brasil e não estaria resolvido.


à data em que terminamos o jogo com o Brasil questionava-se aqui se a Espanha iria passar a fase de grupos, quanto mais saber se esta iria ficar em 1º ou 2º.

cparis disse...

kovacevic,

Duas coisas:

1. Percebo o que deves ter sentido, quando Carlos Queirós resolve tirar Paulo Torres e fazer entrar Pacheco e na sequência, sofre 3 golos todos do lado esquerdo da defesa.

2. Quanto ao teu Mundial "normalzinho", Queirós fez a segunda pior prestação em fases finais nos últimos 16 anos, sendo batido apenas pela de 2002.
Gostamos todos muito de fazer contas, mas neste caso preferimos o "normalzinho".

Pedro disse...

Estava resolvido para o Brasil por isso pôde alterar a equipa e jogar mais "devagar". Poderia estar resolvido para nós se tivessemos ganho os dois jogos anteriores, etc etc.

joão disse...

entendan-se por um lado justifica-se a derrota com termos perdido com o 2º do ranking da fifa por outro que a espanha não jogou nada e faz um futebol mastigado e só teve 4 ou 5 oportunidades( como se portugal tivesse tido mais) mas por outro lado o guarda redes portugues fez uma exebição estrondosa.
as qualidades do treinador já eram bem conhecidas mas descilpa-lo com a eliminação da inglaterra é patetico a inglaterra era um outsaider como portugal tem 5,6 brilhantes masa o resto da equipa é patetica.
sobre substitutos do deco eles existem com maior ou menor qualidade mas CQ não levou nenhum portanto a culpa por não existir substituto para deco é culpa do treinador.
sim CR teve poucas bolas para fazer o um contra um neste mundial mas das que teve quantas ganhou 2 ou 3 em todo o mundial isto para o melhor jogador do mundo é pouco, uma grande inteligencia do futebol portugues fez em defesa de CR a afirmação de que messi tambem ainda não marcou no mundial, é verdade não marcou mas pelo menos joga que se farta, e de CR nem neste mundial nem no euro 2008 foram dois rutundos zeros, e quando foi a ultima grande exebição de CR na seleção já foi á tanto tempo que nimguem se lembra, e como premio é capitão de equipa, ele que em braga se virou para o publico de forma indigna no jogo contra a albania e nessa altura devia ter ficado de fora como castigo por falta de consideração para com o publico.

Francisco disse...

Aceito o "normal" como avaliação da prestação portuguesa neste Mundial. Até porque pela primeira vez não fomos eliminados na fase de grupos (fracassos) nem chegámos às meias-finais (grandes campanhas). Ou seja, foi cumprido o mínimo. Se fossemos a dar nota qualitativa, acho que um suficiente menos sintetizaria melhor a campanha.

Aproveito só pra mais duas coisas:

- Deixar os merecidos elogios a Eduardo, Coentrão, Meireles e Tiago, que foram os 4 elementos da selecção que no global tiveram prestações acima da média, especialmente os dois primeiros.

- Link para uma análise da prestação de CR e da selecção no óptimo site brasileiro Trivela: http://www.trivela.com/Futebol.aspx?secao=14 Cito dois parágrafos para despertar o interesse:

"Carlos Queiroz tem méritos. Foi trazido para promover uma renovação na seleção, algo apontado como falho no período de Luiz Felipe Scolari em Portugal. E renovou. Trouxe Danny, Fábio Coentrão e Eduardo, por exemplo, e firmou nomes como Bruno Alves e Raul Meireles. Bons nomes. No entanto, ao longo do um ano e meio que comandou a equipe das Quinas, nunca conseguiu acertar taticamente sua equipe e colecionou resultados pífios. Foi à Copa aos trancos e barrancos, e, em especial, sem convencer ninguém de que tinha um bom ataque, mesmo com Ronaldo. Até porque nunca efetivamente acertou-o em seu onze.

Portugal só marcou gols na frágil Coreia do Norte, não ultrapassou o bloqueio de Costa do Marfim e dedicou-se exaustivamente ao contra-ataque contra Brasil e Espanha. Mas se contra os brasileiros o time ainda se apoiou na fragilidade do meio-campo do desfalcado time de Dunga, a história contra a Fúria foi diferente. Foi um verdadeiro bombardeio espanhol, mesmo após o gol de Villa, quando Portugal mais precisava atacar. Dessa vez, Queiroz exagerou na defesa e pareceu com mais medo de levar uma surra do que com vontade de buscar a virada."

RDS disse...

Normalzinha é o patético complexo de inferioridade de CQ, que sempre se mostrou candidato ao título, e jogou sempre atrás da linha da bola.

Grupo da morte porquê? A Costa do Marfim joga alguma coisa de especial? Só acredito que se tivesse apurado no grupo da Itália...

Quem conhece CQ desde o tempo de PTorres, não pode estranhar o jogo de ontem!

Ganhamos Eduardo e Coentrão, perdemos Deco e Liedson? E Ricardo Costa? E o trinco Pepe? E o mágico Tiago? E Simão? Não foram tudo apostas manifestamente ganhas?

Ao que já li neste blogue sobre CQueiroz, uma coisa vos digo - se não ganham dinheiro com os posts, o CQ está a levar-vos bem na cantiga!

Com este seleccionador, chegaremos melhor, ao Mundial de 2014, já com outro, porque vamos poupar uns euros em viagens à Polónia!

P.S. - Tivemos azar porque nos calhou o Brazil (já apurado) e a Espanha (sem descansar jogadores na 3ª jornada...). Sorte teríamos se tivessemos um grupo com Coreia do Norte, Nova Zelândia e Argélia, os Camarões nos 8final, as Honduras nos 4final, a Suiça nas meias, e a Eslovénia na final! Quase aposto que não teríamos sofrido muitos golos.