segunda-feira, junho 21, 2010

Há homens com sorte

Decidi seguir quase à letra o último comentário e fui beber muito mais vinho e esqueci aquela parte de voltar só para a semana.

Este foi talvez um dos dias mais infelizes da minha vida. Antes de mais deixem-me dizer convictamente que ninguém goleia por 7 a 0 sem muita, mas mesmo muita sorte. Depois, realçar que a chuva que ameaçou de manhã fez prever/adivinhar o pior: a equipa mais tecnicista, a coreana, estava em maus lençóis e os portugueses podiam aproveitar aquela brutidade bruno valiana para fazer estragos no último reduto da democracia mais incompreendida do mundo.

Aguentaram-se na primeira parte, quando o relvado ainda estava praticável, mas na segunda parte, com o terreno de jogo mais próprio para um encontro de rugby, a selecção portuguesa apostou nos metros do Hugo Almeida, nas tatuagens do Raul Meireles e nas fífias ofensivas dos avançados portugueses.

É claro que vou derramar tantas lágrimas no hotel da Cidade do Cabo como a BP despejou nas últimas semanas, mas lembro que a esperança é a última a morrer: este é um recorde que antecede a despedida.

o anti-adepto na vossa cidade preferida do mundo, a fazer o que todos
vós would drool for

1 comentário:

littbarski disse...

Anti-adepto, eu gosto da generalidade dos teus textos (porque além de bem escritos, abordam o futebol de uma forma descomplexada e divertida) e este não foi excepção à regra. Mas acho que teria ficado melhor dizeres com quem é que o Esteves aprendeu a arte da brutidade. Foi com o Regufe. Eu sei que está implícito e que o nome à frente de qualquer derivação de bruto é uma redundância, mas fazias a vontade aos adeptos em particular e benfiquistas em geral.