Sai um bocejo para a mesa do canto... Jogo fraco, entre duas equipas competitivas - não duvido - mas sem pingo de magia. A França de Domenech é uma amálgama de jogadores descoordenados, que só não se desmorona porque a qualidade individual dos mesmos o impede. Hoje, viveu dos lampejos de Ribéry e da qualidade de passe de Gourcuff, sem efeitos práticos, porém. Mas quem tem Henry e Malouda no banco, e Benzema no sofá, não pode de facto aspirar a muito mais. Vai passar o grupo? Rezo para que não.
O Uruguai tem uma defesa sólida e um ataque de ouro, mas falta-lhe quem pense o jogo no miolo, onde habitam somente distribuidores de fruta da antiga. A equipa tem coesão e raramente se desequilibra, mas o cobertor é curto demais para sair em ataque rápido com eficácia. Há demasiado espaço entre o meio-campo e os dois atacantes, quase sempre a braços com tarefas impossíveis. No entanto, destaque para as boas exibições dos laterais "portugueses" (Maxi e Álvaro Pereira), bem como dos centrais Godin e Lugano.
katanec
1 comentário:
Estava a ver o jogo e só pensava que ao Uruguai falta um Enzo Francescoli ou um Alvaro Recoba. Com um "10" de bom nível, era uma selecção muito mais acutilante.
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