segunda-feira, maio 25, 2009

O fabuloso golo de Nené

Ou o estrondoso ponto final nas ilusórias lutas pelo prémio de melhor marcador no campeonato, criadas nos media, ora relativamente a Óscar Cardozo, ora a Liedson:



master kodro

18 comentários:

João disse...

É verdade que foi um remate fabuloso, mas não o é menos que a barreira, além de ser demasiado curta (justificava-se pelo menos mais um homem), também estava muito mal colocada, como a repetição a partir do topo norte permite observar.

Não percebo o porquê da luta pela Bola de Prata ser ilusória, pelo menos em relação ao Liedson. O levezinho precisava de marcar dois golos e que o Nené ficasse em branco. Convenhamos que era um cenário mais realista do que esperar que certa equipa ganhasse por 8-0 para seguir em frente na Europa.

De qualquer forma o Nené fez por merecer o título que conquistou, mostrando uma impressionante quantidade e qualidade de soluções de finalização. Parabéns, portanto. E, além disso, fiquei feliz com os dois golos do Derlei. Pena ter falhado algumas vezes a hipótese do terceiro.

Littbarski disse...

Um golo impressionante. E, para quem já não se lembrar: http://quatroquatrodois.blogspot.com/2009/03/pacos-de-ferreira-2-x-2-nacional.html.

Littbarski disse...

Entretanto, Rui Machado e Michelle Brito seguem para a segunda ronda de Roland Garros. "Um dia histórico para o futebol português", diz o Maisfutebol.

master kodro disse...

O futebol português está de parabéns... Grandes resultados. Agora vai ser mais difícil, principalemente para ele.

condor disse...

Fosga-se oh Master!Nem uma pequena referencia à festa dos tetracampeões?Isto não é um blogue de bola?Na linha do rascord e da bolha também tu assobias para o lado,ou não gostas de festas?
Ou pior ainda:tás com medo que os aziados lampeões e lagartos digam que és portista?

Leão de Alvalade disse...

MK:
Foi um daqueles momentos em que me custou menos sofrer um golo. Porque é indefensável mas, acima de tudo, porque é portentoso!

O fair-play não pode ser uma treta, disse Jesus. (Escusam de procurar, que não vem em nenhum dos Evangelhos ;) )

master kodro disse...

É isso, condor. Não gosto de festas, assobio para o lado e estou com medo. Isto não é bem um, blog de bola. Isto é um blog de festas, o que torna as coisas ainda mais inaceitáveis.

condor disse...

Ahh!Então tá bem!

Pedro disse...

Golos de livre já contam?
hehe

Grande golo. Será q vai ficar no Nacional? Ou irá para um qqr clube da Turquia ou Romenia?

Valdemar disse...

Foi um grande golo. E Liédson não necessitaria de se sagrar (novamente) melhor marcador para provar que é um dos melhores avançados que já passaram pelos relvados nacionais.

Deu mais jeito ao Nené o título, para se evidenciar como grande avançado. Espero que tenha um grande contrato, trabalhou para ele.

E ao Derlei, os dois golos, para se moralizar e dar mais uma época ao Sporting. Acho que tem mais atitude para dar, que certos jovens que por lá andam.

Assim, a festa foi perfeita. E afirmo que o foi, mesmo que isto não seja um blog de festas.

É, aliás, uma das diferenças entre clubes de média dimensão nacional, e clubes com grande tradição nacional: os últimos, não precisam de pedir que se festeje as suas conquistas. Por menores que sejam. Já os primeiros têm que vir aos blogues, pedir para se assinalar os festejos.

São resultados da própria estratégia conflituosa de divisão do país em dois. Mas é questão de festejarem sozinhos.

É engraçado que eu, Sportinguista (penso que se nota), associaria-me com facilidade a uma festa do título Benfiquista. Já a uma do Porto, não.

Sou mouro.

Littbarski disse...

"É engraçado que eu, Sportinguista (penso que se nota), associaria-me com facilidade a uma festa do título Benfiquista."
Sem dúvida. Aliás, a festa que os sportinguistas fizeram quando o Benfica conquistou a Taça da Liga foi um exemplo perfeito disso mesmo. E não foi preciso ninguém pedir, verdade seja dita.

"Já a uma do Porto não."
Paciência. Lá terão os portistas de festejar sozinhos o segundo lugar do Sporting. Via Penta, de preferência.

Valdemar disse...

Littbarski,

faz o que achares melhor. Mas não peçam para aplaudir. Só e apenas.

A festa dos Benfiquistas, referia-me à de uma conquista na liga. A taça da liga foi injusta e à custa do Sporting. Foi obra de um certo auxiliar de arbitragem. É diferente. Mas não presumo dar lições de como conquistar troféus com ajudas de arbitragem a um Portista.

Cuidado com isso do Penta. É que as coisas não foram fáceis para o Porto como se quer fazer parecer. Lembras-te de se pedir a cabeça do Jesualdo? Na altura falou-se bastante em higiene oral. E dos reforços serem considerados flops?

Concerteza que eu não faço falta na festa do Porto. Mas acho que é ridículo virem pedir para festejar. A nós mouros. Nós somos o inimigo, lembras-te?

Valdemar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Anti Lampião disse...

Orelhas volta a atacar
http://oantilampiao.blogspot.com/2009/05/orelhas-ofende-funcionario-das-financas.html

Bruno Pinto disse...

Eu acho é que o Tetra do FC Porto deixou a malta bastante aziada neste país da treta. Aguentem-se!

master kodro disse...

Não sei qual é o teu problema, Pedro (por acaso até sei, mas prefiro não dizer), mas gostava que fizesses o exercício de tentar perceber se o que escreves faz sentido, antes de o publicares. Experimenta um dia, que seja.

João disse...

O que eu acho é que os portistas não conseguem festejar um título, seja o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto ou o vigésimo, sem ajustarem contas com o mundo à sua volta. Misturam alegria e raiva e às tantas não se percebe qual o sentimento dominante. Mas cada um é como cada qual.

Eu acompanhei ao pormenor a festa do primeiro título da história do Wolfsburg, clube odiado pela generalidade dos adeptos alemães por ser considerado um "clube artificial" e não reparei em qualquer boca de ressentimento contra os adversários. Mas, lá está, cada um é como cada qual.

Para terminar manifesto a minha discordância com o Valdemar. Eu sou incapaz de me juntar às festas de outros clubes, sejam eles quais forem. Nem quando um clube de que sou sócio ganhou a Taça de Portugal ao Benfica há poucos anos. Ser adepto, para mim, é vibrar com as vitórias do meu clube e ficar na fossa com as derrotas. Juntar-me a festas de outros, ainda para mais rivais directos, não faz qualquer sentido.

Littbarski disse...

"O que eu acho é que os portistas não conseguem festejar um título, seja o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto ou o vigésimo, sem ajustarem contas com o mundo à sua volta. Misturam alegria e raiva e às tantas não se percebe qual o sentimento dominante. Mas cada um é como cada qual."

Pois olha que em relação à generalidade dos sportinguistas, percebe-se perfeitamente qual é o sentimento dominante. Até porque não têm motivos para grandes alegrias. Essa história de associações às festas dos rivais é, obviamente, uma treta. E não estou a imaginar nenhuma excepção chamada Valdemar a festejar o último campeonato do Benfica, conquistado frente ao Sporting, com um golo de Luisão. Mas posso estar enganado. Da mesma forma que os portistas não festejam os títulos do Benfica e do Sporting. Não vejo mal nenhum nisso.

Essa questão de estar contra o mundo pode medir-se pelos cânticos anti-rivais que se ouvem no Dragão, é verdade, mas também noutros estádios, como o de Alvalade, por exemplo. Sim, já por lá ouvi uma versão personalizada do "glorioso SLB"... E também me lembro de os jogadores do Benfica festejaram o último campeonato que venceram com um simpático: "ó Pinto da Costa... este é para ti, com amor e carinho". Enfim, era qualquer coisa deste género. Portanto, quando muito, será o mundo contra o mundo. E, que eu me lembre, sempre foi assim, não foi o Porto que descobriu a pólvora.

Por falar em pólvora, há (ou havia) o mito de que os Super Dragões é que eram uma cambada de criminosos, enquanto as claques dos outros clubes eram todas exemplares, eventualmente, com pontuais episódios de violência, mas nada de grave, sobretudo comparando com aqueles animais lá de cima. Depois, saiu o relatório da PSP, sobre a claque do Benfica, e o problema passou a ser nacional. Deve ser uma questão de tradição.