domingo, setembro 07, 2008

Malta 0 x Portugal 4

Às vezes o discurso conta mesmo. Na verdade, quando se insiste na importância de encarar todos os jogos como importantes; quando se sublinha não existir margem de manobra numa fase de qualificação; e quando se defende a necessidade de derrotar tranquilamente uma selecção inferior aumentam as possibilidades de acontecer o que se viu hoje em Malta: um resultado positivo, uma exibição serena, uma vitória reconfortante.

Contrariando uma abordagem comum nos últimos anos, Portugal não adoptou uma atitude passiva e não esperou para ver o que dava o jogo. Respeitou o adversário, mas assumiu convictamente o seu favoritismo, seguindo uma estratégia ofensiva que privilegiou o jogo pelas alas (que bem esteve Bosingwa neste capítulo) e as triangulações rápidas no miolo (grande partida de Deco). Faltou algum ritmo, é verdade, mas a agressividade do meio-campo (excelentes Meireles e Martins) ajudou a equipa a manter-se sempre na ofensiva até que o golo surgisse.

O segundo tempo trouxe outra novidade, mostrando uma selecção nacional capaz de perceber que vencer por 1-0 em Malta – mesmo sendo suficiente – não é propriamente um motivo de orgulho. Continuando a privilegiar as alas (com Nani em destaque nesta fase), e sem perder verticalidade, Portugal manteve uma toada ofensiva até ao final da partida, nunca permitindo aos malteses sonharem com o empate. E assim se obteve um triunfo importante (tanto mais que Suécia e Dinamarca escorregaram na Albânia e Hungria, respectivamente)... mesmo jogando fora de casa e no início de época. Às vezes os métodos mais simples são os mais acertados.

katanec

9 comentários:

Amilcar Barca disse...

Jogo encarado com seriedade e com o Deco Maravilha em grande forma.

BAD-RELIGION disse...

Gostei, fez-me lembrar Porugal de Humberto Coelho :)

O Scolari a ganhar por 1-0 tinha começado logo a meter defesas...

Repórter H disse...

Desculpem-me a ignorância, mas o que raio é "a verticalidade" numa equipa?

Já ouvi essa expressão n vezes aos comentadores e treinadores cá da praça e por mais voltas que dê à cabeça não chego lá!

Vertical por oposição a horizontal? Vertical no sentido que continuam os jogadores todos em pé? Ou têem-no firme e hirto?

Não tarda muito e estamos todos a fazer "transições com equilibrio" e aí então é que está tudo estragado.

EntradàVirilha disse...

Tendo em conta o nível dos adversários, esperava mais qualquer coisa da selecção. Não me parece que o jogo tenha sido assim tão brilhante, houve alturas até que estava a ver que me deixava dormir, tal era a dormência da equipa. Para mim, o Moutinho a titular, acrescentava mais qualquer coisa á equipa. Com o Scolari a ganharrmos por 1-0 ele tinha começado a meter defesas? Não me parece. O que me parece é que com o Scolari iria-se logo criticar o discurso "medroso" e começava a polémica se deviam jogar um ou dois pontas de lança, coisa que ontem nem se falou. E o Hugo Almeida o que andava lá a fazer? É que, tirando o golo, era um autentico barrote que estava lá plantado. Fez-me lembrar o Purovic. E as ituação do Djaló? Não teria sido mais utíl ele estar nos sub-21?
Temos também de ter em conta que os Malteses não sabem dar um pontapé numa bola. Eles, quando estavam sozinhos atrapalhavam-se uns aos outros.

Gabriel disse...

boa é a Arménia e o Cazaquistão!

Zé Luís disse...

Discurso diferente, jogo melhor, q.b. mas sereno, de facto, sempre controlado em termos emocionais, a coisa com calma ia cair de madura.

Apregoar vitórias de meio a zero - que contagiou o Cajuda em Basileia - nunca dá bom resultado...

master kodro disse...

Excelentes Bosingwa, Deco e Nani. E a pontaria absoluta no onze, katanec?

pitons na boca disse...

Não gostei do Nani, demasiado individualista e a perder muitas bolas "à parva", à conta disso. Apesar disso, teve algumas intervenções de valor e em momentos decisivos, acabando por marcar um golo à Porto... ups, em fora de jogo, queria eu dizer. ;)

katanec disse...

MK, acho que já podemos revelar, não já? Eu sou o Carlos Queiroz. Pronto, está dito.