Os guarda-redes brilharam, de um modo geral. Destaque para Casillas, que revelou grande segurança pelo chão, pelo ar, entre os postes e fora da baliza. Buffon, Van der Sar e Akinfeev também merecem uma referência positiva. Na defesa, sobressaíram vários nomes. Sérgio Ramos, Bosingwa, Zhirkov e Pranjic mostraram como os laterais podem ser decisivos na manobra ofensiva das equipas, sem descurarem as tarefas defensivas. Pepe, Puyol, Chiellini e Kovac foram os imperadores no eixo da retaguarda.
No miolo reina a abundância. Senna e Engelaar destacaram-se pela solidez e consistência, Xavi e Iniesta pelas actuações cerebrais, Altintop e Semak pela raça, Deco e Sneijder pela magia, David Silva e Schweinsteiger pela irreverência, Ballack pelo carisma. Por último, vimos prestações entusiasmantes de vários avançados, em particular de Arshavin (talvez o mais imprevisível jogador deste Europeu), Villa, Torres, Podolski e dos pouco conhecidos Pavlyuchenko e Semih Sentürk.
Concordo pois com quase todas as referências que o Master Kodro mencionou anteriormente, mas o meu “onze preferido” é relativamente diferente. Ei-lo:
GR Casillas (ESP)
DD Sergio Ramos (ESP)
DC Pepe (POR)
DC Chiellini (ITA)
DE Zhirkov (RUS)
MD Altintop (TUR)
MC Senna (ESP)
MC Ballack (ALE)
ME Iniesta (ESP)
AV Villa (ESP)
AV Arshavin (RUS)
katanec
23 comentários:
Deixa-me preparar-te:
Patético!
O Sérgio Ramos fartou-se de cometer erros. Eu que sou muito mais esperto escolhi o Lahm para lateral direito, ele que não cometeu erro nenhum!
E o Pepe? Há pelo menos 23 centrais indonésios hermafroditas melhores do que o Pepe!
E não escolhes o Xavi?
E esqueces os maravilhosos balões do Pirlo para o Toni?
Nenhuma referência ao Modric, um dos melhores ainda antes de jogar?
O Van der Vaart foi muito melhor do que o Sneijder!
Palerma!
E o Farnerud só não entra no onze porque não foi convocado injustamente. Injustamente!
Ena, master, esmeraste-te... Não dizes uma coisa certa, mas esmeraste-te. A tentativa de seres engraçado é quase tão boa como a tentativa de perceberes de futebol... Mas continua a tentar. Acho que fazes bem...
Curioso, uma vez que Pepe, por exemplo, está directamente ligado aos três golos sofridos por Portugal ante a Alemanha. Mas isso não interessa nada.
Muito bom este blog, com muitos dados e informações futebol europeu, que gosto muito de assistir. Faço um convite a vocês que visitem o meu blog, www.blogdacomunicacao.com.br - o Blog da Comunicação. Lá falamos de futebol também.
Saudações brasileiras,
Guilherme Freitas
www.blogdacomunicacao.com.br
Numa defesa que marcou homem a homem, nao percebo essa teoria, JPL...
Pepe mostrou todos os predicados de um central moderno. Capacidade de antecipação, velocidade, colocação, técnica de saída com a bola, ambição no jogo ofensivo, espirito de liderança.
Portugal perdeu, pois perdeu, mas se a escolha dos melhores fosse por quem ganhou, tinhamos os 23 da Espanha na equipa ideal. E apesar da vitória, aposto que os Espanhóis mais discernidos não desdenhariam uma troca de Puyol com o Pepe.
Aliás, apesar da escolha de Xavi para melhor jogador do Euro, há uma massificada tendencia de opinião na blogosfera Espanhola a apontar Senna como o mais influente e importante jogador ESPANHOL neste Euro.
galvao99, não sendo advogado de ninguém, parece-me que o que o JPL quer dizer, é que não obstante os elementos da defesa portuguesa serem jogadores de reconhecidos méritos, estiveram mal neste Europeu. Diria até, bastante mal para o que sabem fazer e para o que lhes era exigível. Acho o Pepe um belo jogador (mais um erro histórico do meu SCP), teve até alguns bons momentos (principalmente ofensivos), mas tal como os seus colegas defesas, falhou demasiadamente na consistência defensiva que era a principal missão deles. Se tudo isto foi culpa dos jogadores em si, ou do Scolari, não sei, o que sei é que a nossa defesa esteve muitos furos abaixo de anteriores prestações nestes eventos. E nota, que não me estou apenas a referir aos lances de bola parada. Pelo contrário, sempre senti que adversários com alguma ousadia e saber, poderiam a qualquer momento causar-nos grandes calafrios, coisa que de há uns anos a esta parte não era nada fácil de fazer. Evidente que não reduzo esta questão ao Pepe, nem ao Paulo Ferreira nem mesmo ao Ricardo, mas concordo com a ideia que colocar um membro da nossa defesa no plantel ou 11 ideal do Euro, é forçar demasiadamente a nota. Repito que não é por falta de valor, mas apenas por falta de demonstração neste Euro, daquilo que considero o mais importante num defesa: a solidez a defender.
Abraço
Pepe tem todos os atributos físicos e técnicos que um central pode desejar mas... erra, sobretudo por deficiente leitura de jogo, falta de rigor táctico - concentração - e ausência de controlo emocional.
No primeiro golo a insistência em marcar Bosingwa, em vez de se recolocar na área, é um acto de indisciplina táctica que não se admite num iniciado: obrigou Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira a compensarem a movimentação deficiente, criando o desequilíbrio de que os alemães necessitavam.
No segundo nem vale a pena falar, enquanto, no terceiro, comete uma falta estúpida, desnecessária, sobretudo quando dela resultaria um livre sempre perigoso para uma equipa com dificuldades nas bolas paradas defensivas, que defronta outra que tem nesses lances uma arma fundamental. São detalhes, mas os mesmos detalhes que distinguem as equipas engraçadas daquelas que lutam por títulos.
No 1º vai marcar Podolski porque Bosingwa não estava colocado onde devia, embora depois se tivesse recolocado. Mas é evidente, para mim ao menos, que o sentido de Pepe, no momento do passe para Podolski, teria sempre de ser fazer a dobra ao defesa direito.
No 2º Cristiano Ronaldo está a marcar Klose, nao estou a ver onde terá errado Pepe.
No 3º, se uma falta a meio do meio campo, junto à linha lateral, pode ser considerada uma falta estupida, entao nao sei quantas faltas estupidas cometem laterais e médios por jogo. São evidentes as responsabilidades de Ricardo nesse golo, e devemos assumi-lo porque é verdade. Se começamos a procurar outros responsáveis, ainda acabamos em Jesus Cristo e seu Pai.
Helder, nao posso concordar que todos os defesas portugueses neste Euro tenham reconhecidos méritos, pelo menos actuais. Há um na plenitude das suas capacidades e com pedigree de talento de nível mundial inquestionável, e chama-se Pepe. O resto é baralhar tudo, para não distinguir nada.
Galvão, Pepe inicia o movimento para dobrar o lateral, só que o lateral continua na pressão sobre Podolski. Logo, a obrigação do central é recolocar-se para controlar a zona anterior ao primeiro poste.
Quem estava Pepe a marcar no segundo golo?!
Ricardo é o último responsável numa série de três erros imbecis - o último dos quais, dele. Quantas faltas - desnecessárias -naquela zona fez a Espanha em 90 minutos?! Foi Ricardo quem atribuiu a marcação de Ballack a Paulo Ferreira?
Não estou a falar de opiniões, pois cada qual tem direito à sua. Falo de dados objectivos e, se quiseres, estatísticos: na última época no FC Porto, mais de metade dos golos sofridos pelos dragões no campeonato resultam directamente de falhas de Pepe.
Mas, concordo, o rapaz dá nas vistas.
Já dizer que as coisas são assim, porque são, isso sim é baralhar para evitar distinguir. Mas também essa é uma opção válida.
Discordar que o Pepe merece estar no onze do Europeu é uma coisa que pode ser discutida. Dizer que Pepe é culpado nos três golos da Alemanha é qualquer coisa que nem merece comentário, Jean-Paul, sinceramente.
Mesmo assim vou fazê-lo, porque és tu. No primeiro golo, a jogada começa no meio-campo alemão. Depois do meio-campo, a bola passa por 4 jogadores alemães antes de entrar na baliza. Na área, para além de Ricardo, estão Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira. Schweinsteiger antecipou-se aos três. A culpa é do Pepe?
No segundo golo, há um centro para o segundo poste. Do primeiro para o segundo poste, na zona onde a bola cai, estão quatro portugueses e quatro alemães. Do primeiro poste para o segundo, o primeiro português é Pepe. Está com Ballack, o primeiro alemão (ou Mertesacker, o segundo alemão, se preferires). Klose e Metzelder são o terceiro e quarto alemães e estão sem marcação. A culpa é do Pepe?
Fez uma falta estúpida no terceiro golo, logo a culpa é do Pepe?
Costas largas, porra.
Atenção que no segundo golo, o terceiro e quarto alemães estão isolados porque há dois cristos que não os acompanham. Ou Pepe tem que marcar os quatro?
Já agora explica-me qual é o papel do Ricardo Carvalho no primeiro golo, depois do que escreveste sobre o papel do Pepe.
A questão do distinguir depende de cada um, e o que prefiro fazer é não repetir a frase "são todos iguais", que é a mais repetida em Portugal. Não acho que seja tudo igual, e cabe a cada um de nos discerni-lo.
Não faço do Ricardo nenhum bode expiatório, nem generalizo os seus desempenhos, e é isso que fazem os que dizem que ele falhou sempre no passado e por causa dele nao fomos campeoes da Europa e do mundo.
Mas tambem por causa de quem o faz, evitar a generalização é um bom remédio para matar à nascença quem quer misturar para baralhar.
A minha opiniao sobre o Pepe é a que deixei expressa. Ganhou o meu respeito à custa do seu talento, profissionalismo e carácter, e custa-me que deitemos abaixo quem tem valor e o demonstra. Que ele tenha melhorado desde os tempos do FCP é prova de que tem margem de progressão, e que continua a trabalhar. Quando o nao fizer, cá estaremos para apontar os seus erros.
Não só é injusto, como impede o desenvolvimento de uma cultura de mérito de que o nosso país precisa, ja nao para se desenvolver. Para sobreviver.
Jean-Paul Lares, honra seja feita. Não é fácil, num jogador que é muito vistoso, admita-se, e que tem atributos físicos e técnicos invejáveis perceber-se que falha repetidamente. E o Pepe falha. Muito. Sempre falhou, desde os tempos do Porto. E não melhorou praticamente nada. Continua a ir à bola à cão, quer o lance esteja no meio-campo adversário, quer esteja à entrada da área que defende. Na interpretação dos lances, lê muito tarde e mal, mas acaba por compensar, maior parte das vezes, porque recupera graças à sua velocidade. O Pepe impressiona aqueles que olham para o que está visível. Para quem vê melhor, é fácil apontar, por jogo, 3 ou 4 erros infantis. Não gosto de centrais que tanto fazem um corte quase impossível como concedem benesses por má colocação em campo. E esse é o caso do Pepe.
Neste europeu, não foi diferente do que foi sempre ao longo da sua carreira. Por exemplo, nos dois primeiros jogos, ninguém questionou as suas exibições. Ninguém, excepto 3 ou 4 malucos como eu. Porque vi erros graves que só não tiveram consequências porque deu tempo para que a sua velocidade compensasse. Lembro-me muito bem de um lance contra a Turquia em que a bola vem fácil mas a remoer e o Pepe não é capaz de o perceber, fazendo-se a ela erradamente. Quando esta bate no chão, isola o avançado turco, descaído para a direita, porque Pepe avançara no terreno. O tempo que o avançado demorou, porém, a dominar a bola foi o suficiente para que Pepe recuperasse do erro inicial, conseguindo cortar para canto. O lance não teve consequências e ninguém falou nele, mas foi um erro grave. E contra a Turquia houve mais dois lances do género. Contra a República Checa repetiu a exibição. Novamente, 3 ou 4 erros inadmissíveis. Mas como não tiveram consequências e como, tirando isso, o rapaz conseguiu uma boa exibição, acharam que ele estava a fazer um grande europeu. A partir daí os erros de Pepe começaram a ter consequências. E se até então o comum espectador poderia estar distraído, a partir dessa altura é só má vontade. O primeiro golo da Suíça resulta de uma saída de Bruno Alves da zona defensiva, obrigando Pepe a ficar com dois homens. Posto nessa situação, Pepe teria que ter feito contenção, mas foi à maluca para o primeiro sítio onde a bola caiu. Derdyok deu de primeira e Pepe ficou fora da jogada. Erro parvo. Contra a Alemanha, só não teve culpa no segundo golo. No primeiro, podem-se apontar muitos erros, mas o primeiro e aquele que permite todos os outros é o de Pepe. Uma jogada de 2 para 5, por causa de um erro de colocação, transformou-se num 2 para 2. Pepe teria que ter-se colocado muito mais atrás e feito a dobra a Bosingwa. Podolski nunca chegaria à linha com uma tabela feita no meio-campo. No terceiro golo, então, é uma estupidez. Há quem defenda que fazer uma falta no meio-campo não é estúpido. Eu digo que fazer uma falta naquelas condições, em qualquer zona do terreno, é mais do que estúpido. Klose estava sozinho contra 2 adversários. Não tinha ninguém à sua frente. Pepe foi lá para fazer falta. Se isto não é estúpido, não sei...
Portanto, o europeu de Pepe foi pautado por muitos erros, alguns que tiveram consequências, outros que não tiveram. Também teve lances bons, grandes cortes, desequilíbrios no ataque. Mas num defesa quer-se sobretudo consistência. E Pepe é tudo menos consistência. Compará-lo sequer a Ricardo Carvalho só pode ser uma anedota. Muito sinceramente, não tendo o Meira as potencialidades técnicas e físicas de Pepe, acho-o francamente melhor. E por uma simples razão: porque tem cérebro.
Esta questão do Pepe é para mim um grande mistério...
É verdade que durante os primeiros anos em Portugal errava muito em vários aspectos, mas a sua evolução tem sido notável. Aliás, não é à toa que foi nomeado por muitos também para a melhor equipa da Liga Espanhola. É, na minha opinião, um dos melhores centrais da actualidade e foi o que mais me impressionou no Euro.
Não compreendo, realmente, as criticas que lhe são feitas, e vendo eu os jogos com grande detalhe, tenho ainda mais dificuldades em perceber a insistência nessa ideia.
Sobre o golo com a Alemanha (o primeiro porque os outros nem os discuto), houve algumas análises que crucificaram, na minha perspectiva erradamente o jogador no lance. Não querendo fazer publicidade ao blog onde escrevo, acho que vem a propósito deixar o link para o post e vídeo que fiz sobre esse tema:
http://jogodirecto.blogspot.com/2008/06/anlise-do-primeiro-golo-alemo.html
Abraço
Nunca pensei que o Pepe desse tanta discussão... Caro Filipe, tem piada fazeres essa referência, porque desde que começou aqui o debate tenho-me lembrado do teu excelente post. Fizeste muito bem em deixar o link, porque ajuda a desmistificar algumas abordagens.
Pepe não tem culpa directa em nenhum dos golos. No primeiro podia ter decidido de maneira diferente, mas acho que o Bosingwa, o Carvalho e o Ferreira repartem a fatia do bolo no que à culpa diz respeito. No 2º e 3º golo não tem nada a ver com o assunto, ponto.
katanec, se ele faz a falta que dá o terceiro e se essa falta era completamente escusada, como é que não tem nada a ver com o lance? Quanto ao vídeo do primeiro golo, é preciso interpretá-lo. E nessa interpretação, se há várias pessoas a errar, há uma que erra claramente em primeiro lugar.
galvao99 e restantes companheiros de debate: eu não estou a tentar generalizar nem sequer depreciar o Pepe. Frisei que o considero um belo jogador, com falhas claro, mas quem as não tem? Simplesmente acho que nenhum elemento da nossa defesa (e é aí que considero que todos eles, uns mais, outros menos, têm óptimas qualidades)justificou a selecção para a melhor equipa ou plantel do Euro. Penso que o nosso problema defensivo foi sempre de índole global, de acertos, de compatibilidades, de timings, talvez até de rotinas, pelo que mais percentagem, menos percentagem, acabo por atribuir iguais valores de responsabilização a todos os componentes da defesa, naquilo que foi realmente um naufrágio defensivo, pelo menos para uma equipa que quer vencer este tipo de competições.
Cumprimentos
Todos,
Não estou sequer a discutir a eleição de Pepe para o 11 ideal do Euro, até porque os critérios dessa escolha são completamente subjectivos e a minha opinião é tão válida como qualquer outra.
Galvão, Pepe ganhou também o meu respeito, sobretudo por uma atitude, relativamente à sua presença na selecção, que me surpreendeu, por superar largamente as minhas expectativas.
MK,
Ricardo Carvalho faz, no primeiro golo, exactamente aquilo que, tacticamente, tinha de fazer: preencher o espaço deixado vazio pela decisão de Pepe. O único elemento da defesa que não efectua o movimento correcto é Pepe. O desequilíbrio é provocado pela sua decisão, o resto são os ajustamentos devidos, que implicam maior exposição ao risco.
Para que se perceba: se Pepe, quando percebe que Bosingwa continua no lance, regressa à sua zona, Ricardo Carvalho pode defender a três quartos, com ângulo de visão para controlar a entrada do alemão do costume - o esforço para não ter de escrever o nome do gajo. Ou seja, o lance acaba no pé direito do mesmo Ricardo Carvalho, que até podia, se quisesse, sair a jogar.
Há, como dizes, diversos jogadores envolvidos, mas apenas um não cumpre com o seu posicionamento defensivo. Logo...
O segundo golo dou de barato, até porque percebo que a minha lógica seja um pouco "à frente". Mas insisto, só por exercício de raciocínio para ti: repara quem marca Pepe nesse canto e, depois, vê quem está a marcar no canto do terceiro golo.
E sim, um central de topo - Ricardo Carvalho, Cannavaro, Nesta, etc.- ou um que seja inteligente, nunca comete aquela falta: é reacção emocional de quem não está a privilegiar os interesses do colectivo.
Independentemente disso, não estou a julgar Pepe. Só me choca que, para uns, os erros e a responsabilidade não sejam obstáculo aos mais épicos elogios, e para outros esteja reservada a "forca" em cada passe falhado ou saída fora de tempo. Se o querem fazer, ao menos apliquem-se na construção de um verdadeiro "inventário" que permita perceber a quem pode ser imputada responsabilidade na maior fatia dos golos sofridos pela selecção desde 2003.
Filipe, só agora li o teu post. Acho que o video que disponibilizas mostra, na perfeição, o que eu quero dizer: imediatamente depois da primeira interrupção. Não é o movimento sobre Ballack, mas a opção de dobrar um jogador que não foi ultrapassado. Podes utilizar a justificação de leitura individual que quiseres mas as opções de um jogador não podem, regra geral, ignorar os mecanismos colectivos adoptados para a organização de uma equipa. E, da forma como Portugal defende, a decisão é errada e contraproducente, mesmo que bem sucedida.
JPL disse
O único elemento da defesa que não efectua o movimento correcto é Pepe. O desequilíbrio é provocado pela sua decisão, o resto são os ajustamentos devidos, que implicam maior exposição ao risco.
Não posso concordar com esta frase na sua totalidade, por uma simples razão. É certo que a defesa estava desposicionada, mas ninguém me tira da cabeça que o alemão não marcava golo se o Paulo Ferreira (que fez um Europeu todo ele terrível) não se tivesse deixado adormecer. Se repararem, o alemão começa a correr pouco depois do meio campo e o Paulo Ferreira dá-lhe 3 ou 4 metros de avanço e só depois arranca. Com jogadores a dormirem em campo desta maneira é claro que não se pode ir a lado nenhum.
Não estou a dizer que Bosingwa ou o Pepe estiveram bem ou mal, simplesmente o erro que permite o alemão marcar golo é o de quem não o estava a marcar minimamente. Paulo Ferreira não tinha nenhum "ajustamento" a fazer a não ser seguir o alemão e marcá-lo, coisa que não fez devidamente e que deu no que deu.
Sobre o 2º golo, não consigo culpar ninguém individualmente... culpo-os a todos os que estavam na zona da área. Como é que aparecem tantos jogadores alemães sozinhos dentro da área? Não lembra a ninguém.
Sobre o 3º golo pode-se apontar tanta coisa. A falta era escusada? Ok, até podia ser, mas era mais escusada que a falta do 2º golo?
O Paulo Ferreira, que estava a marcar o Ballack tem quantos anos de futebol nas pernas, para não se atirar para o chão e pedir falta? Não tem experiência para isso? Sobre a saída da baliza do Ricardo é melhor nem dizer nada.
Jean-Paul,
O que acontece é que há duas tabelas sucessivas. Na primeira, Podolski ganha vantagem sobre Bosingwa e, se reparares precisamente nesse momento em que a imagem para, o Podolski parte em vantagem em relação ao Bosingwa o que deixa o Pepe numa situação de 1 para 2 naquele momento. Por isso é que ele recua adoptando uma postura mais posicional que é totalmente correcta, defendendo o espaço e não pressionando face à inferioridade numérica. O que acontece depois é que o Bosingwa recupera a posição e impede que seja o Pepe a fazer a dobra. De qualquer modo, e embora, como expliquei, não concorde, a saída do Pepe para a dobra não influencia em nada no que resta da jogada (seria impossivel e errado tentar recuperar posição na área após a primeira ou segundas tabelas). Nota ainda para referir que a presença de Pepe naquela zona é totalmente correcta para impedir uma inferioridade numérica na zona.
No lance vejo muito mérito alemão e erros do Bosingwa, P.Ferreira e R.Carvalho. Do Pepe não vejo qualquer erro. Naturalmente cada um é livre de interpretar o lance como entende...
Quanto à análise do 2º e 3º golos, concordo com o que foi dito no comentário anterior. Há jogadores a querer fazer zona (inclusive fora de jogo) e outros homem a homem. A descordenação é tanta que criticar alguém em particular é um visão optimista.
Abraço
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